12.27.2013

Natal

Neste Natal, aprendi o que não sou.
Rio-me de meu esquecimento.
Rio-me de minha recordação.
Cada vez mais rápida, quando a vida me ordena que eu recorde.

Meu Jehoshua íntimo nasceu de parto difícil, longo e doloroso neste ano.
Cercado de espinhos, meu presente me foi entregue sem direito a devolução ou troca.
E eu o abracei.
Do sangue que escorreu, já não me importa mais
Pois o conteúdo deste presente,
Entre os espinhos,
é perfume de flor tão delicioso que inebria, extasia...

Flor.
Semente germinada.
Crescida.
Desabrochada.
Em pétala, cor e cheiro que as palavras não alcançariam

Ah, a doce recordação de quem somos
através da dor da percepção do que não somos...
Quantos espinhos!
Quanta generosidade deste velhinho vermelho...
Deste menino travesso...
E de seus pais,
também meus pais,
De cada ciclo que passa
Me fazer cada vez mais
Inteira

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