Chegou.
O que quer que seja chegou.
Há tanto a dizer, tanto a chorar, tanto a agradecer, tanto a calar...
O coração, exausto,
Não tem pena
para meu papel.
Que segue cada vez mais branco
Mais vazio
Mais pronto para qualquer coisa
O que quer que venha agora
É coisa que não sei
E quase não me resta se quer reação
Não fosse por esse sutil sussurro:
'...Cuida de você...'
Não disse 'cuida SÓ de você'
Nem 'cuida de você e fode com o resto todo'
Só disse '...cuida de você...'
Olho para minhas mãos
e percebo:
Essa voz tem razão.
To indo.
- Satya Devi
8.14.2015
Furiosas
No Fim
do Fim
São 'só' Elas
Botando ordem na casa
do Fim
São 'só' Elas
Botando ordem na casa
Não sobrará ferida sobre ferida
Nem medo sobre medo
Nem segredo sobre segredo
Nem mesmo parede ou casa
sobrará.
E com um tanto de ferida
Com um tanto de medo
E mais um tanto de segredo
A gente aprende a olhar
Direto nos olhos dElas.
E do que vemos ali,
Calamos.
Não por medo
Nem por ferida
Nem por segredo
Mas por puro assombro.
Por algum tempo
É bom silenciar
Até que seus olhos
- janelas da Alma -
se recuperem da in-vasão
que elas nos impõem
quando nossas janelas
se fundem com as delas.
E depois que se vão
Deixando esse vazio criador
que só Elas sabem deixar
chegamos a nos perguntar
se foram Elas mesmo
que estiveram aqui...
Tudo que veio antes
parece um sonho qualquer
uma fantasia, uma vaga memória...
...Não fossem as ruínas
a fumaça,
o silêncio
e o sangue
que escorre pelas mãos
pelas pernas
e pela Terra
Um arrepio nos percorre a espinha.
Elas estiveram aqui
Não deixam vestígios
Não deixam marcas,
pegadas, assinaturas.
Mas nós sabemos.
Ah, sabemos...
E plenas de assombro,
e de Paixão,
Sem qualquer ferida
Sem qualquer medo
Sem qualquer segredo
Agradecemos
sua Divina Presença.
Jaya Bhairavi Devi!
- Satya Devi
Nem medo sobre medo
Nem segredo sobre segredo
Nem mesmo parede ou casa
sobrará.
E com um tanto de ferida
Com um tanto de medo
E mais um tanto de segredo
A gente aprende a olhar
Direto nos olhos dElas.
E do que vemos ali,
Calamos.
Não por medo
Nem por ferida
Nem por segredo
Mas por puro assombro.
Por algum tempo
É bom silenciar
Até que seus olhos
- janelas da Alma -
se recuperem da in-vasão
que elas nos impõem
quando nossas janelas
se fundem com as delas.
E depois que se vão
Deixando esse vazio criador
que só Elas sabem deixar
chegamos a nos perguntar
se foram Elas mesmo
que estiveram aqui...
Tudo que veio antes
parece um sonho qualquer
uma fantasia, uma vaga memória...
...Não fossem as ruínas
a fumaça,
o silêncio
e o sangue
que escorre pelas mãos
pelas pernas
e pela Terra
Um arrepio nos percorre a espinha.
Elas estiveram aqui
Não deixam vestígios
Não deixam marcas,
pegadas, assinaturas.
Mas nós sabemos.
Ah, sabemos...
E plenas de assombro,
e de Paixão,
Sem qualquer ferida
Sem qualquer medo
Sem qualquer segredo
Agradecemos
sua Divina Presença.
Jaya Bhairavi Devi!
- Satya Devi
8.07.2015
Desaparecendo
Com as Folhas de Outono
Voaram meus cabelos
Voou meu rosto
Estou pronta agora
para o Senhor das Máscaras
Faz de meu corpo
Cabide de tuas faces
Finalmente vazia de mim
Encontrei-Te no Vazio.
Consagrar-me a Ti
Já é equívoco.
Sempre fui
Sempre serei
É impossível deixar de Ser
Você
Numa de tuas tragicômicas máscaras,
Cascas
de matéria
cansada
Mortal
Quebrável
e Doente
de saudade
- Satya Devi
Com as Folhas de Outono
Voaram meus cabelos
Voou meu rosto
Estou pronta agora
para o Senhor das Máscaras
Faz de meu corpo
Cabide de tuas faces
Finalmente vazia de mim
Encontrei-Te no Vazio.
Consagrar-me a Ti
Já é equívoco.
Sempre fui
Sempre serei
É impossível deixar de Ser
Você
Numa de tuas tragicômicas máscaras,
Cascas
de matéria
cansada
Mortal
Quebrável
e Doente
de saudade
- Satya Devi
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