Chegou.
O que quer que seja chegou.
Há tanto a dizer, tanto a chorar, tanto a agradecer, tanto a calar...
O coração, exausto,
Não tem pena
para meu papel.
Que segue cada vez mais branco
Mais vazio
Mais pronto para qualquer coisa
O que quer que venha agora
É coisa que não sei
E quase não me resta se quer reação
Não fosse por esse sutil sussurro:
'...Cuida de você...'
Não disse 'cuida SÓ de você'
Nem 'cuida de você e fode com o resto todo'
Só disse '...cuida de você...'
Olho para minhas mãos
e percebo:
Essa voz tem razão.
To indo.
- Satya Devi
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