8.14.2015

Sem pena para meu papel

Chegou.
O que quer que seja chegou.

Há tanto a dizer, tanto a chorar, tanto a agradecer, tanto a calar...

O coração, exausto,
Não tem pena
para meu papel.

Que segue cada vez mais branco
Mais vazio
Mais pronto para qualquer coisa

O que quer que venha agora
É coisa que não sei

E quase não me resta se quer reação
Não fosse por esse sutil sussurro:
'...Cuida de você...'

Não disse 'cuida SÓ de você'
Nem 'cuida de você e fode com o resto todo'

Só disse '...cuida de você...'

Olho para minhas mãos
e percebo:
Essa voz tem razão.

To indo.

- Satya Devi

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