10.17.2015



Falam de 'despertar da consciência'...
Soa tão sutil e suave...

Não mencionaram
Os músculos que quase rasgaram
Os ossos que quase quebraram
Conforme o corpo espreguiçava-se
No mesmo leito em que foi sepultado

O corpo está preso,
sepultado e enterrado

A alma está vadia
perdida e em pedaços

E é preciso juntar tudo
É preciso chutar tudo
É preciso gritar
É preciso rezar

Os horizontes abrem seus olhos
E dele se levanta uma Deusa
Tão grande quanto o Céu

Todos os meus pedaços
Olham para Ela e para Ela fluem

A Alma que estava perdida
Está agora rendida
O corpo que estava enterrado
Vira fera, cava a terra
E agora está libertado

E em seus braços,
Meus seis pedaços
envolvem-se em seu abraço
E se fizeram Uma
Múltiplas
Única

E assim como veio
Assim Ela se vai...
E sei que é inútil tentar agarrá-la
Pois ela me escapa pelos dedos

Nada está pronto
Acabo de nascer
Este é só o começo
De tudo que ainda há pra se vencer...

Jaya Skandamata!

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