O que será que acontece entre este bongô e eu?
Que quando eu me rendo aos seus batuques, o mundo se cala em música e ritmo...
Que esqueço do mundo, dos outros e de mim?
Que todos os conflitos ficam do lado de fora do Ser, e apenas Ser me basta?
Não sei. Talvez jamais saiba.
Mas o mais importante não é explicar, e sim saber que é possível
Mesmo apesar do mundo, apesar das pessoas, da vida e da morte,
Batucar a existência em meu próprio ritmo, com um sorriso no rosto e Paz no coração.
Tantas outras lições o bongô me traz...
Uma delas, que é muito tênue a linha que separa o ritmo correto do incorreto.
Outra é que a batida forte demais machuca. A fraca demais, não satisfaz.
E às vezes já estamos prontos para tocar coisas muito mais complexas do que pensamos.
Mas se não estivermos, no pior dos casos, tudo que pode acontecer é uma ou outra batida saírem meio tortas - nada mais que isso. O batuque segue seu fluxo...
Outra lição é a de que muitas vezes as mãos sabem mais do que a cabeça
E é preciso ensinar a cabeça a aprender com as mãos. Não só o oposto.
Ou ainda que o "gingado" é irresistível, e parte do processo, quando batucamos no ritmo certo
E que para estar no ritmo certo é preciso prestar muita atenção na música que está sendo tocada.
É... Preciso tocar bongô mais vezes...
Ou será que é ele que me toca...?
Que versos mais lindos, bongozeiros. Curti demais. :)
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