11.16.2015

Tem uma solidão
que nunca vai embora
- do lado de fora

Tem uma presença
sutil e vaga como o vento
- do lado de dentro


 E entre elas,
me perco
me encontro
eu canto
eu conto

Histórias para me distrair
Em meio ao caótico
Precisando, mas negando,
tudo aquilo que é lógico

 Fazer-me esquecer
Fazer-me lembrar
que o lugar de Ser
não é o lugar de Estar

Mas para a solidão
eu sempre volto
Coração na mão
Alma em terremoto

Ora em oração
Ora em protesto
Ora em canção
Ora em remédio

Volto à solidão
Mesmo nos braços do Amado
Algo em mim
não pode ser tocado

A não ser por Mim
- e talvez, nem assim.

Vazio que preenche
Cada espaço
que antes
não havia

Consciência que enche
Cada vácuo
que antes
não existia

E, de repente, por milagre,
Percebo nesse infinito vácuo
O mais secreto abraço
do Amado.
- Satya Devi

Nenhum comentário:

Postar um comentário