que nunca vai embora
- do lado de fora
Tem uma presença
sutil e vaga como o vento
- do lado de dentro
E entre elas,
me perco
me encontro
eu canto
eu conto
Histórias para me distrair
Em meio ao caótico
Precisando, mas negando,
tudo aquilo que é lógico
Fazer-me esquecer
Fazer-me lembrar
que o lugar de Ser
não é o lugar de Estar
Mas para a solidão
eu sempre volto
Coração na mão
Alma em terremoto
Ora em oração
Ora em protesto
Ora em canção
Ora em remédio
Volto à solidão
Mesmo nos braços do Amado
Algo em mim
não pode ser tocado
A não ser por Mim
- e talvez, nem assim.
Vazio que preenche
Cada espaço
que antes
não havia
Consciência que enche
Cada vácuo
que antes
não existia
E, de repente, por milagre,
Percebo nesse infinito vácuo
O mais secreto abraço
do Amado.
- Satya Devi
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